A edição de 2024 da pesquisa Retratos da Leitura revelou que, pela primeira vez, os não leitores são maioria no Brasil: 53% da população. O dado preocupa, pois, em uma sociedade conectada, ler com competência deixou de ser apenas um hábito cultural e tornou-se condição para o exercício pleno da cidadania.
Introdução
Abre com o dado do texto motivador em palavras próprias e fecha com a tese, que já reúne os três elementos do tema (leitura, cidadania, era digital).
- Retratos da Leitura: Instituto Pró-Livro, 5ª edição (2024).
Em primeiro lugar, a leitura é a base da participação cidadã. Quem compreende bem um texto entende seus direitos e deveres, acompanha as políticas públicas e avalia as propostas dos candidatos antes de votar. Não por acaso, a educação figura entre os direitos sociais do art. 6º da Constituição: sem a capacidade de ler e interpretar, o cidadão depende da opinião alheia e participa menos da vida democrática.
Desenvolvimento · aspecto 1
Liga leitura a ações concretas de cidadania (direitos, políticas públicas, voto) e ancora o argumento na Constituição, sem copiar o motivador.
- art. 6º da Constituição: CF, art. 6º: a educação é direito social.
Na era digital, essa competência tornou-se ainda mais necessária. As redes sociais fazem circular, em grande velocidade, notícias falsas e conteúdos manipulados, muitas vezes com aparência confiável. O leitor pouco treinado compartilha manchetes sem ler o texto, não verifica a fonte nem percebe os interesses por trás da mensagem, o que empobrece o debate público e alimenta o descrédito das instituições.
Desenvolvimento · aspecto 2
Traz o contexto digital pedido no tema e mostra a consequência para a democracia, como no padrão de resposta (desinformação e descrédito das instituições).
Por isso, formar leitores críticos é tarefa coletiva. O contato com livros desde a infância desenvolve atenção, vocabulário e capacidade de argumentação, e a escola pode somar a esse hábito a educação midiática, que ensina a checar fontes e a distinguir fato de opinião. Bibliotecas públicas abertas e acessíveis ampliam esse alcance.
Desenvolvimento · aspecto 3
Responde à queda de leitores com caminhos concretos (infância, escola, bibliotecas), preparando a proposta da conclusão.
Portanto, a queda no número de leitores ameaça a qualidade da democracia. Cabe ao poder público, com o apoio das famílias e das escolas, fortalecer a Política Nacional de Leitura e Escrita e investir em educação midiática, para que cada cidadão saiba não só acessar informações, mas compreendê-las e usá-las com responsabilidade.
Conclusão
Retoma a tese e fecha com proposta que indica agentes, meio e finalidade.
- Política Nacional de Leitura e Escrita: Lei 13.696/2018.