Física · Concurso PRF
Dinâmica dos movimentos curvos (força centrípeta)
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Resumo: Dinâmica dos movimentos curvos (força centrípeta)
Essência. Em curva a velocidade muda de direção → há aceleração → resultante não nula. A componente para o centro é a resultante centrípeta: não é força nova, é o papel de forças reais (atrito, normal, tração, peso, gravitação).
- F_cp = m·v²/r = m·ω²·r, para o centro.
- MCU: resultante = só centrípeta. Curvo variado: centrípeta + tangencial.
- Curva plana: centrípeta = atrito lateral → v_máx = √(μgr) (independe da massa). Ex.: pista molhada (μ menor) → menor velocidade segura na curva.
- Curva sobrelevada sem atrito: tg θ = v²/(rg).
- Lombada: N = m(g − v²/R); se v² > gR, perde contato. Depressão: N = m(g + v²/R).
- Centrífuga: não existe no referencial inercial; "ser jogado para fora" é inércia.
- Momento angular: L = m·v·r.
Exceções e distinções. Corpo preso a barra sobre mesa com atrito: a barra dá a centrípeta e equilibra o atrito, então força da barra ≠ centrípeta. Carro de 1.500 kg, r = 50 m, 30 m/s → L = 2,25·10⁶ kg·m²/s.
Pegadinha Cebraspe. "A centrípeta é correção da 2ª lei para referenciais não inerciais" → errado: isso descreve a centrífuga, fictícia.
Lembre também: "MCU não tem força" é errado; troca de v²/r por v/r.
Visão geral
Em toda trajetória curva a velocidade muda de direção, logo há aceleração e, pela 2ª lei de Newton, força resultante não nula. A componente da resultante que aponta para o centro da curva chama-se resultante centrípeta. Ela não é uma força nova: é o papel desempenhado por forças reais (atrito, normal, tração, peso, gravitação).
Regra
- Resultante centrípeta: F_cp = m·v²/r = m·ω²·r, dirigida para o centro. Ex.: 1.000 kg a 20 m/s em r = 100 m → 4.000 N.
- MCU (módulo de v constante): a resultante é só centrípeta (componente tangencial nula).
- Movimento curvo variado: resultante = centrípeta (muda a direção) + tangencial (muda o módulo).
- Curva plana de rodovia: quem faz o papel de centrípeta é o atrito lateral → v_máx = √(μ·g·r).
- Curva sobrelevada sem atrito (ângulo θ): normal + peso fornecem a centrípeta → tg θ = v²/(r·g), ou θ = tg⁻¹(v²/(r·g)). Ex.: v = 10 m/s e r = 10 m → tg θ = 1 → θ = 45°.
- Força centrífuga não existe no referencial inercial (solo): a "sensação de ser jogado para fora" é inércia (1ª lei). Ela só aparece como força fictícia em referencial não inercial (dentro do carro).
- Quantidade de movimento angular de uma partícula em círculo: L = m·v·r.
Pontos-chave
| Situação | Quem é a centrípeta |
|---|---|
| Carro em curva plana | Atrito estático lateral |
| Curva sobrelevada sem atrito | Componente horizontal da normal |
| Corpo girando preso a fio/barra | Tração (componente radial) |
| Satélite em órbita | Força gravitacional |
Exemplos resolvidos
- Corpo preso a barra, v = 1 m/s, L = 1 m, peso 10 N, μ = 1/2 sobre a mesa: atrito = μ·N = 5 N (tangencial, contra v). Para o MCU, a barra tem de dar a centrípeta e equilibrar o atrito → força da barra ≠ centrípeta; a resultante continua sendo a centrípeta.
- Carro 1.500 kg, r = 50 m, v = 30 m/s: L = 1.500·30·50 = 2,25·10⁶ kg·m²/s.
Aprofundamento
- No movimento circular, a resultante centrípeta F_c = m·v²/R é a soma das forças na direção do centro — não é uma força nova, é o papel que alguma força (atrito, normal, tração, peso) desempenha.
- Curva plana: quem fornece a centrípeta é o atrito lateral entre pneu e pista: m·v²/R ≤ μ·m·g → v_máx = √(μ·g·R) (independe da massa).
- Curva compensada (inclinada de θ, sem atrito): tg θ = v²/(R·g).
- Lombada (topo de raio R): N = m(g − v²/R); se v² > gR, o carro perde contato.
- Depressão (fundo do vale): N = m(g + v²/R) — o passageiro "pesa" mais.
- "Força centrífuga" só aparece no referencial do carro (não inercial); para quem está fora, o passageiro tende a seguir reto por inércia.
Exemplo: curva de raio 50 m, μ = 0,8: v_máx = √(0,8 × 10 × 50) = √400 = 20 m/s = 72 km/h. Com pista molhada (μ = 0,4): √200 ≈ 14,1 m/s ≈ 51 km/h.
Como o Cebraspe cobra
- "MCU, por ser uniforme, não tem força relacionada": errado — há resultante centrípeta.
- "A força centrípeta é uma correção da 2ª lei para referenciais não inerciais": errado — isso descreve a centrífuga (fictícia); a centrípeta é resultante real no referencial inercial.
- "A criança jogada para fora da curva sofre uma força para fora": errado — é inércia.
- Igualar a centrípeta a uma força específica quando há outras com componente radial ou tangencial (ex.: barra + atrito).
- Detalhe que torna o item errado: confundir centrípeta (resultante radial) com força adicional, e trocar v²/r por v/r.
Revisão rápida
- Curva ⇒ aceleração ⇒ resultante ≠ 0.
- F_cp = m·v²/r, para o centro.
- MCU: resultante = centrípeta.
- Curva plana: atrito; v_máx = √(μgr).
- Sobrelevada sem atrito: tg θ = v²/(rg).
- Centrífuga: fictícia (referencial não inercial); "jogado para fora" = inércia.
- L = m·v·r.
Mapa mental: Dinâmica dos movimentos curvos (força centrípeta)
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Flashcards de Dinâmica dos movimentos curvos (força centrípeta)
Tente lembrar antes de virar o card.
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No MCU, qual é a força resultante e quem a fornece? Ela é sempre igual a uma única força (ex.: a da barra)?
No MCU a resultante é a centrípeta (m·v²/r, para o centro) — o movimento tem força associada (v muda de direção). A centrípeta é o papel da resultante radial, não uma força a mais. Se houver outra força (ex.: atrito tangencial na mesa), a barra precisa fornecer a centrípeta e compensar o atrito → a força da barra ≠ centrípeta, mas a resultante continua = centrípeta.
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Força centrípeta × força centrífuga: qual é real e em que referencial?
Centrípeta: resultante radial real, analisada no referencial inercial (solo). Centrífuga: força fictícia, só aparece ao aplicar a 2ª lei num referencial não inercial (girando/dentro do carro). "Ser jogado para fora da curva" = inércia (1ª lei). Pegadinha: chamar a centrípeta de "correção" para referenciais não inerciais.
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Curva sobrelevada: que inclinação dispensa o atrito?
Sem atrito, a componente horizontal da normal faz o papel de centrípeta: tg θ = v²/(r·g) → θ = tg⁻¹(v²/(r·g)). Para outras velocidades, o atrito tem de completar ou reduzir a centrípeta.
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Força central (sempre dirigida a um mesmo ponto) implica trajetória circular?
Não necessariamente. Força central gera órbitas que podem ser elípticas, parabólicas etc. (ex.: planetas). Circular é caso particular (força com módulo constante = m·v²/r e velocidade perpendicular ao raio).
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Quanto vale a quantidade de movimento angular de uma partícula em trajetória circular?
L = m·v·r (em relação ao centro; kg·m²/s). Ex.: 1.500 kg, 30 m/s, r = 50 m → L = 2,25·10⁶ kg·m²/s.
Questões de Dinâmica dos movimentos curvos (força centrípeta)
Questão 1 · Certo ou Errado
No movimento circular uniforme, a resultante das forças aponta para o centro da trajetória e tem módulo m·v²/R.
Revelar gabarito
Gabarito: Certo
Certo. Força centrípeta.