Língua Portuguesa · Concurso PRF, PF, Polícia Penal, Detran

Questões de Interpretação — inferência, pressuposto e extrapolação

21 questões com gabarito comentado. Responda antes de revelar.

Revise antes: resumo completo de Interpretação — inferência, pressuposto e extrapolação
  1. Questão 1 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    O trânsito seguro não depende apenas de boas estradas. Depende, sobretudo, de comportamentos: respeitar limites de velocidade, não dirigir depois de beber e usar o cinto de segurança são atitudes simples que, somadas, salvam milhares de vidas por ano. Campanhas educativas ajudam, mas a mudança só se consolida quando a fiscalização é constante e o motorista percebe que a regra vale para todos.

    De acordo com o texto, a mudança de comportamento no trânsito se consolida quando

    1. A)

      a fiscalização é constante e a regra vale para todos.

    2. B)

      as estradas são reformadas e ampliadas.

    3. C)

      as campanhas educativas substituem a fiscalização.

    4. D)

      os motoristas deixam de usar o cinto de segurança.

    5. E)

      os limites de velocidade são aumentados.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra A

    O último período afirma que "a mudança só se consolida quando a fiscalização é constante e o motorista percebe que a regra vale para todos". As campanhas apenas "ajudam" (A está errada), e o texto diz que o trânsito seguro não depende apenas de boas estradas (B).

  2. Questão 2 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    O trânsito seguro não depende apenas de boas estradas. Depende, sobretudo, de comportamentos: respeitar limites de velocidade, não dirigir depois de beber e usar o cinto de segurança são atitudes simples que, somadas, salvam milhares de vidas por ano. Campanhas educativas ajudam, mas a mudança só se consolida quando a fiscalização é constante e o motorista percebe que a regra vale para todos.

    No texto, a expressão "sobretudo" (segunda frase) introduz uma ideia de

    1. A)

      oposição ao que foi dito antes.

    2. B)

      ênfase, destacando o fator mais importante.

    3. C)

      conclusão do raciocínio.

    4. D)

      tempo, indicando quando algo ocorre.

    5. E)

      condição para que algo aconteça.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra B

    "Sobretudo" equivale a "principalmente": destaca os comportamentos como o fator mais importante, depois de dizer que boas estradas não bastam. Não há oposição, conclusão, tempo ou condição.

  3. Questão 3 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    Ao contrário do que muitos imaginam, o servidor que atende o público não é um mero repassador de informações. Ele traduz normas, orienta caminhos e, muitas vezes, é o único rosto do Estado que o cidadão conhece. Por isso, a cortesia no atendimento não é favor: é parte do serviço.

    Infere-se do texto que o atendimento cortês ao cidadão

    1. A)

      é uma gentileza opcional do servidor.

    2. B)

      dispensa o conhecimento das normas.

    3. C)

      integra o próprio serviço público prestado.

    4. D)

      só é exigido de servidores em cargo de chefia.

    5. E)

      substitui a orientação técnica ao cidadão.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra C

    O texto conclui: "a cortesia no atendimento não é favor: é parte do serviço". Logo, ela integra o serviço; não é opcional (A) nem substitui a orientação (E).

  4. Questão 4 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    A implantação do protocolo digital mudou a rotina do setor. Antes, o cidadão precisava comparecer pessoalmente, enfrentar fila e voltar dias depois para saber o andamento do pedido. Hoje, o requerimento é enviado pela internet e cada etapa fica registrada no sistema, o que permite acompanhar o processo de casa. A mudança, porém, exigiu treinamento dos servidores e não eliminou o atendimento presencial, mantido para quem não tem acesso à rede.

    Texto autoral para fins didáticos.

    De acordo com o texto, a implantação do protocolo digital:

    1. A)

      permitiu acompanhar o andamento dos pedidos sem ir ao órgão, embora o atendimento presencial tenha sido mantido.

    2. B)

      eliminou o atendimento presencial, substituído pelo envio dos pedidos pela internet.

    3. C)

      dispensou o treinamento dos servidores, por ser um sistema simples.

    4. D)

      aumentou as filas, pois os cidadãos passaram a voltar mais vezes ao setor.

    5. E)

      restringiu os requerimentos a quem tem acesso à internet.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra A

    O texto diz que cada etapa fica registrada no sistema, “o que permite acompanhar o processo de casa”, e que o atendimento presencial foi “mantido para quem não tem acesso à rede”. Isso contradiz (B) e (E). A mudança “exigiu treinamento dos servidores” (C). As filas e o retorno ao setor são descritos como coisa do passado (D).

  5. Questão 5 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    Desde que o órgão adotou o trabalho remoto parcial, o número de processos concluídos por servidor aumentou. A chefia, no entanto, observa que a comunicação entre as equipes ficou mais lenta e que os servidores recém-chegados têm mais dificuldade para aprender a rotina do setor. Por isso, estuda manter dois dias presenciais por semana, sem abandonar o modelo remoto nos demais dias.

    Texto autoral para fins didáticos.

    Infere-se do texto que a adoção de dias presenciais visa principalmente:

    1. A)

      aumentar o número de processos concluídos, que caiu com o trabalho remoto.

    2. B)

      extinguir o trabalho remoto no órgão.

    3. C)

      reduzir os problemas de comunicação entre as equipes e de aprendizagem dos novos servidores.

    4. D)

      punir os servidores que tiveram baixa produtividade.

    5. E)

      reduzir os custos com energia e estrutura física.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra C

    O “Por isso” liga a proposta aos problemas citados no período anterior: comunicação mais lenta e dificuldade dos recém-chegados. A produtividade aumentou com o trabalho remoto, e não caiu (A). O modelo remoto continua nos demais dias (B). Punição (D) e custos (E) não são mencionados.

  6. Questão 6 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    O acostamento existe para emergências, mas, nas rodovias brasileiras, transformou-se em faixa extra para quem não tolera esperar. Nos feriados, quando o fluxo de veículos dobra, motoristas impacientes avançam pela lateral da pista e criam um risco que ultrapassa o próprio veículo: obrigam ambulâncias a disputar espaço, surpreendem ciclistas e pedestres e, não raro, provocam colisões ao retornar à faixa de rolamento. A fiscalização eletrônica ajuda a coibir a prática, porém não a elimina. Especialistas lembram que a regra só se torna hábito quando o condutor entende que o acostamento livre pode ser, amanhã, o caminho do socorro que ele próprio vai esperar.

    Texto autoral para fins didáticos.

    De acordo com o texto, o uso indevido do acostamento:

    1. A)

      põe em risco não só o próprio motorista, mas também socorristas, ciclistas e pedestres.

    2. B)

      é totalmente eliminado pela fiscalização eletrônica.

    3. C)

      ocorre apenas nos dias úteis, quando o fluxo é menor.

    4. D)

      é recomendado pelos especialistas em casos de congestionamento.

    5. E)

      não provoca colisões, pois o acostamento é largo.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra A

    O texto diz que o motorista cria “um risco que ultrapassa o próprio veículo” e lista ambulâncias, ciclistas, pedestres e colisões. A fiscalização “não a elimina” (B). A prática é citada nos feriados (C). Os especialistas defendem o acostamento livre (D). O texto menciona colisões (E).

  7. Questão 7 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    Dona Lurdes chegou ao balcão às sete e meia, meia hora antes de a repartição abrir. Trazia numa sacola plástica todos os papéis que juntara em quarenta anos de trabalho: carteiras, recibos, um contracheque amarelado. Queria a aposentadoria e não confiava em computadores. O servidor que a atendeu poderia ter dito que tudo se resolvia pelo aplicativo; preferiu sentar-se ao lado dela e abrir, um a um, os documentos. Saíram de lá, os dois, com o pedido protocolado e uma lição que nenhum treinamento ensina: atender bem é, antes de tudo, não ter pressa com quem esperou a vida inteira.

    Texto autoral para fins didáticos.

    Infere-se do texto que o servidor:

    1. A)

      adaptou o atendimento à necessidade da usuária, em vez de apenas indicar o aplicativo.

    2. B)

      recusou-se a atender Dona Lurdes antes do horário de abertura.

    3. C)

      exigiu que Dona Lurdes fizesse o pedido pelo aplicativo.

    4. D)

      considerou desnecessários os documentos trazidos na sacola.

    5. E)

      estava participando de um treinamento sobre atendimento.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra A

    O servidor “poderia ter dito que tudo se resolvia pelo aplicativo; preferiu sentar-se ao lado dela e abrir, um a um, os documentos”: ajustou o atendimento a quem “não confiava em computadores”. Isso contraria (C) e (D). O texto não fala em recusa (B) e afirma que a lição não vem de treinamento (E).

  8. Questão 8 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    Há quem veja na tecnologia a solução definitiva para a burocracia. Formulários eletrônicos, assinaturas digitais e atendimentos por aplicativo de fato encurtaram filas e reduziram o papel nas repartições. Seria ingênuo, contudo, supor que a máquina resolve sozinha o que é, no fundo, um problema de organização. Um processo mal desenhado continua lento, ainda que tramite em tela; uma exigência inútil continua inútil, mesmo quando pedida por e-mail. Digitalizar o atraso é apenas torná-lo mais rápido de reproduzir. A verdadeira modernização começa antes do computador: na pergunta, feita com honestidade, sobre por que cada etapa existe.

    Texto autoral para fins didáticos.

    A ideia central defendida no texto é a de que:

    1. A)

      a tecnologia só moderniza de fato a administração quando acompanhada da revisão dos processos e das exigências.

    2. B)

      a tecnologia é inútil para reduzir a burocracia.

    3. C)

      os formulários devem ser abolidos das repartições.

    4. D)

      a burocracia já foi eliminada pelos atendimentos por aplicativo.

    5. E)

      o e-mail deve substituir todos os atendimentos presenciais.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra A

    O texto reconhece os ganhos da tecnologia (“de fato encurtaram filas”), mas sustenta que ela não resolve “sozinha” um problema de organização: a modernização “começa antes do computador”, ao questionar por que cada etapa existe. Ele não diz que a tecnologia é inútil (B), não propõe abolir formulários (C) nem afirma que a burocracia acabou (D).

  9. Questão 9 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    Um levantamento divulgado nesta semana mostra que os atropelamentos em rodovias federais se concentram no período noturno e nos trechos urbanos, onde a pista corta bairros inteiros. Segundo os técnicos, a falta de passarelas e de iluminação obriga moradores a atravessar a via em pontos perigosos, muitas vezes carregando crianças ou compras. O estudo recomenda medidas simples, como faixas elevadas e redutores de velocidade, cujo custo é baixo diante das vidas que podem ser poupadas. Para os autores, a engenharia viária precisa enxergar quem caminha, e não apenas quem dirige.

    Texto autoral para fins didáticos.

    Segundo o texto, os atropelamentos em rodovias federais concentram-se:

    1. A)

      no período noturno e nos trechos urbanos.

    2. B)

      nas manhãs de fim de semana.

    3. C)

      nos trechos rurais e desertos.

    4. D)

      nas proximidades de postos de fiscalização.

    5. E)

      durante o dia, em pistas duplicadas.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra A

    O primeiro período diz que os atropelamentos “se concentram no período noturno e nos trechos urbanos, onde a pista corta bairros inteiros”. As demais alternativas não têm apoio no texto.

  10. Questão 10 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    Um levantamento divulgado nesta semana mostra que os atropelamentos em rodovias federais se concentram no período noturno e nos trechos urbanos, onde a pista corta bairros inteiros. Segundo os técnicos, a falta de passarelas e de iluminação obriga moradores a atravessar a via em pontos perigosos, muitas vezes carregando crianças ou compras. O estudo recomenda medidas simples, como faixas elevadas e redutores de velocidade, cujo custo é baixo diante das vidas que podem ser poupadas. Para os autores, a engenharia viária precisa enxergar quem caminha, e não apenas quem dirige.

    Texto autoral para fins didáticos.

    Do último período do texto, infere-se que, na visão dos autores do estudo:

    1. A)

      os pedestres são os culpados pelos atropelamentos.

    2. B)

      as rodovias devem ser fechadas aos pedestres.

    3. C)

      os motoristas não precisam de nenhuma medida de segurança.

    4. D)

      a engenharia viária tem privilegiado os motoristas em detrimento dos pedestres.

    5. E)

      a iluminação é desnecessária nos trechos urbanos.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra D

    Dizer que a engenharia “precisa enxergar quem caminha, e não apenas quem dirige” pressupõe que hoje ela olha sobretudo para o motorista. O texto atribui o risco à falta de estrutura, e não culpa os pedestres (A), e defende a iluminação (E).

  11. Questão 11 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    Todo servidor que atende ao público conhece a cena: o cidadão chega irritado, depois de horas de espera, e despeja no primeiro rosto que encontra toda a frustração acumulada. Nessas horas, a tentação é responder no mesmo tom. Quem trabalha há mais tempo, porém, aprende que a firmeza não depende da rispidez. Ouvir até o fim, repetir em voz calma o que foi pedido e explicar com clareza o que pode e o que não pode ser feito costuma desarmar a raiva mais rápido do que qualquer regulamento lido em voz alta. Não se trata de aceitar desaforos, mas de lembrar que, do outro lado do balcão, há alguém que talvez tenha perdido um dia de trabalho para estar ali.

    Texto autoral para fins didáticos.

    De acordo com o texto, a atitude mais eficaz diante de um cidadão irritado é:

    1. A)

      ouvir até o fim, repetir com calma o pedido e explicar com clareza o que pode ou não ser feito.

    2. B)

      responder no mesmo tom, para impor respeito.

    3. C)

      ler o regulamento em voz alta.

    4. D)

      encaminhá-lo imediatamente à chefia.

    5. E)

      encerrar o atendimento até que ele se acalme.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra A

    O texto afirma que ouvir, repetir com calma e explicar com clareza “costuma desarmar a raiva mais rápido do que qualquer regulamento lido em voz alta”. Responder no mesmo tom (B) é a “tentação” a ser evitada, e o regulamento lido em voz alta (C) é apresentado como menos eficaz.

  12. Questão 12 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    Todo servidor que atende ao público conhece a cena: o cidadão chega irritado, depois de horas de espera, e despeja no primeiro rosto que encontra toda a frustração acumulada. Nessas horas, a tentação é responder no mesmo tom. Quem trabalha há mais tempo, porém, aprende que a firmeza não depende da rispidez. Ouvir até o fim, repetir em voz calma o que foi pedido e explicar com clareza o que pode e o que não pode ser feito costuma desarmar a raiva mais rápido do que qualquer regulamento lido em voz alta. Não se trata de aceitar desaforos, mas de lembrar que, do outro lado do balcão, há alguém que talvez tenha perdido um dia de trabalho para estar ali.

    Texto autoral para fins didáticos.

    No trecho “a firmeza não depende da rispidez”, o autor defende que:

    1. A)

      o servidor deve ceder a todas as exigências do cidadão.

    2. B)

      o servidor deve evitar qualquer limite no atendimento.

    3. C)

      a rispidez é necessária para manter a autoridade.

    4. D)

      a firmeza prejudica o atendimento.

    5. E)

      é possível manter a posição e os limites sem ser grosseiro.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra E

    Firmeza (manter limites) e rispidez (aspereza) são separadas: dá para ser firme sem ser grosseiro. O último período reforça isso: “Não se trata de aceitar desaforos”, o que exclui (A) e (B).

  13. Questão 13 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    Na estrada que liga a cidade ao litoral, há um posto da polícia rodoviária que conheço desde menino. Meu pai parava ali para perguntar sobre a serra, e o agente, sempre o mesmo, respondia sem pressa, apontando no mapa os trechos de neblina. Hoje os celulares avisam tudo, e ninguém mais desce do carro para perguntar. Ainda assim, quando passo por lá, reduzo a velocidade por hábito, como quem cumprimenta um velho conhecido que já não está.

    Texto autoral para fins didáticos.

    Infere-se do texto que o narrador:

    1. A)

      mantém o hábito de reduzir a velocidade ao passar pelo posto, por lembrança afetiva do passado.

    2. B)

      para no posto todos os dias para pedir informações.

    3. C)

      considera os celulares inúteis na estrada.

    4. D)

      trabalha como agente rodoviário naquele posto.

    5. E)

      nunca conheceu o agente que atendia seu pai.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra A

    O narrador reduz a velocidade “por hábito, como quem cumprimenta um velho conhecido que já não está”: o gesto é memória afetiva. Ele diz que “ninguém mais desce do carro” (B) e não critica os celulares (C). O texto não diz que ele é agente (D), e o agente era “sempre o mesmo”, conhecido da família (E).

  14. Questão 14 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    Durante anos, o trecho da serra foi conhecido como o mais perigoso da região. As curvas fechadas, a neblina frequente e o acostamento estreito somavam-se à pressa de quem queria vencer a subida antes do anoitecer. Nos últimos tempos, porém, os registros de acidentes caíram de forma expressiva. Não houve obra de duplicação nem mudança no traçado: o que mudou foi a combinação de sinalização mais visível, radares nos pontos críticos e fiscalização frequente nos fins de semana. Os motoristas que antes reclamavam das abordagens passaram a reconhecer que a viagem ficou mais tranquila. O caso sugere que nem toda solução para a segurança viária depende de grandes investimentos em engenharia; às vezes, o resultado vem de medidas simples, aplicadas com constância.

    Texto autoral para fins didáticos.

    De acordo com o texto, a redução dos acidentes no trecho da serra deve-se principalmente:

    1. A)

      à duplicação da pista e à correção das curvas fechadas.

    2. B)

      ao fim da neblina, por mudanças no clima da região.

    3. C)

      à diminuição do número de veículos que passam pelo trecho.

    4. D)

      a um conjunto de medidas simples aplicadas com regularidade, sem alteração da estrutura da via.

    5. E)

      à proibição do tráfego nos fins de semana.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra D

    O texto afirma que “não houve obra de duplicação nem mudança no traçado” e atribui a queda à combinação de sinalização, radares e fiscalização frequente, “medidas simples, aplicadas com constância”. A duplicação é expressamente negada (A); clima (B) e volume de veículos (C) não são mencionados como causa; nos fins de semana houve fiscalização, não proibição de tráfego (E).

  15. Questão 15 · Agente Administrativo PRF · Múltipla escolha

    Quem entra hoje em uma repartição pública raramente vê as pilhas de processos que, há algumas décadas, ocupavam mesas e corredores. A digitalização mudou a paisagem, mas não eliminou o trabalho de organizar. Um documento eletrônico mal classificado se perde com a mesma facilidade de uma folha esquecida em uma gaveta — com a diferença de que ninguém tropeça nele. Por isso, os arquivistas insistem em que tecnologia sem método apenas troca a desordem visível pela invisível. Sistemas modernos ajudam a registrar, localizar e controlar prazos, desde que alguém tenha decidido antes o que guardar, por quanto tempo e por quê. A pergunta, portanto, continua a mesma de sempre: não é onde guardar, mas como encontrar.

    Texto autoral para fins didáticos.

    A ideia central do texto é a de que:

    1. A)

      a digitalização tornou o trabalho dos arquivistas desnecessário.

    2. B)

      os documentos em papel se perdem com mais facilidade que os eletrônicos.

    3. C)

      a digitalização não dispensa a organização metódica dos documentos.

    4. D)

      os sistemas modernos decidem sozinhos o que guardar e por quanto tempo.

    5. E)

      as repartições públicas ainda acumulam pilhas de processos nos corredores.

    Revelar gabarito

    Gabarito: letra C

    O texto afirma que a digitalização “não eliminou o trabalho de organizar” e que “tecnologia sem método apenas troca a desordem visível pela invisível”. O trabalho de organizar continua necessário (A); o texto iguala a facilidade de perda (“com a mesma facilidade”), não a compara a favor do eletrônico (B); os sistemas ajudam “desde que alguém tenha decidido antes” (D); as pilhas são cena de algumas décadas atrás (E).

  16. Questão 16 · Agente Administrativo PF · CEBRASPE 2025 · Certo ou Errado

    Imaginar é um dom comum a todos os seres humanos — e também uma daquelas características que nos diferenciam dos outros animais, incapazes de atingir esse nível de abstração. Apesar disso, a criatividade parece a muitos de nós algo inacessível, difícil de cultivar, restrita apenas àqueles que já nasceram com aptidões artísticas ou inventivas.

    Isso não é verdade. Nas últimas décadas, a psicologia e a neurociência começaram a desvendar o processo de surgimento de ideias originais no nosso cérebro — e descobriram estratégias que qualquer um pode adotar para aperfeiçoar a própria capacidade criativa, mesmo que você se considere desprovido desse traquejo.

    O que se pode chamar de estudo científico da criatividade começou só na década de 1950, quando o psicólogo americano J. P. Guilford publicou as bases desse campo de pesquisa. Ele se interessou em responder uma pergunta essencial: de onde vêm as ideias criativas?

    Para isso, Guilford propôs que o raciocínio humano se divide em dois tipos: o convergente e o divergente. Ambos podem ser usados para resolver problemas ou chegar a conclusões após uma análise, mas funcionam de maneira bem diferentes.

    O pensamento convergente é aquele que busca uma única solução para um impasse específico. Ele segue uma ordem estruturada, avançando e refinando uma mesma ideia em vez de experimentar várias resoluções diferentes. Pense, por exemplo, numa questão de uma prova de matemática. Pode até haver várias maneiras de se chegar ao resultado, mas o mais fácil (e comum) é escolher um único método e seguir com ele até o final.

    Já o pensamento divergente é mais fluido e caótico: ele explora diversas ideias diferentes ao mesmo tempo, muitas vezes misturando as soluções e conectando-as de maneiras pouco óbvias. É o raciocínio típico dos brainstormings, por exemplo. Segundo Guilford, a criatividade é um produto direto da nossa capacidade de pensar de forma divergente. Ao fazer conexões entre coisas aparentemente desconexas, criamos ideias inéditas. Até hoje, essa explicação é a mais aceita pelos cientistas.

    Bruno Carbinatto. Penso, logo crio. In: Revista Superinteressante, jan./2025. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

    De acordo com o texto, muitas pessoas descreem da própria capacidade criativa.

    Revelar gabarito

    Gabarito: Certo

    Certo. O primeiro parágrafo afirma que a criatividade "parece a muitos de nós algo inacessível, difícil de cultivar, restrita apenas àqueles que já nasceram com aptidões" — ou seja, muitas pessoas descreem da própria capacidade criativa, ideia que o autor contesta a seguir ("Isso não é verdade").

  17. Questão 17 · Agente Administrativo PF · CEBRASPE 2025 · Certo ou Errado

    Imaginar é um dom comum a todos os seres humanos — e também uma daquelas características que nos diferenciam dos outros animais, incapazes de atingir esse nível de abstração. Apesar disso, a criatividade parece a muitos de nós algo inacessível, difícil de cultivar, restrita apenas àqueles que já nasceram com aptidões artísticas ou inventivas.

    Isso não é verdade. Nas últimas décadas, a psicologia e a neurociência começaram a desvendar o processo de surgimento de ideias originais no nosso cérebro — e descobriram estratégias que qualquer um pode adotar para aperfeiçoar a própria capacidade criativa, mesmo que você se considere desprovido desse traquejo.

    O que se pode chamar de estudo científico da criatividade começou só na década de 1950, quando o psicólogo americano J. P. Guilford publicou as bases desse campo de pesquisa. Ele se interessou em responder uma pergunta essencial: de onde vêm as ideias criativas?

    Para isso, Guilford propôs que o raciocínio humano se divide em dois tipos: o convergente e o divergente. Ambos podem ser usados para resolver problemas ou chegar a conclusões após uma análise, mas funcionam de maneira bem diferentes.

    O pensamento convergente é aquele que busca uma única solução para um impasse específico. Ele segue uma ordem estruturada, avançando e refinando uma mesma ideia em vez de experimentar várias resoluções diferentes. Pense, por exemplo, numa questão de uma prova de matemática. Pode até haver várias maneiras de se chegar ao resultado, mas o mais fácil (e comum) é escolher um único método e seguir com ele até o final.

    Já o pensamento divergente é mais fluido e caótico: ele explora diversas ideias diferentes ao mesmo tempo, muitas vezes misturando as soluções e conectando-as de maneiras pouco óbvias. É o raciocínio típico dos brainstormings, por exemplo. Segundo Guilford, a criatividade é um produto direto da nossa capacidade de pensar de forma divergente. Ao fazer conexões entre coisas aparentemente desconexas, criamos ideias inéditas. Até hoje, essa explicação é a mais aceita pelos cientistas.

    Bruno Carbinatto. Penso, logo crio. In: Revista Superinteressante, jan./2025. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

    Entende-se da leitura do texto que a criatividade é fruto da combinação entre os pensamentos convergente e divergente.

    Revelar gabarito

    Gabarito: Errado

    Errado. Segundo o texto, Guilford sustenta que "a criatividade é um produto direto da nossa capacidade de pensar de forma divergente"; o texto não diz que ela resulta da combinação dos pensamentos convergente e divergente.

  18. Questão 18 · Agente Administrativo PF · CEBRASPE 2025 · Certo ou Errado

    Imaginar é um dom comum a todos os seres humanos — e também uma daquelas características que nos diferenciam dos outros animais, incapazes de atingir esse nível de abstração. Apesar disso, a criatividade parece a muitos de nós algo inacessível, difícil de cultivar, restrita apenas àqueles que já nasceram com aptidões artísticas ou inventivas.

    Isso não é verdade. Nas últimas décadas, a psicologia e a neurociência começaram a desvendar o processo de surgimento de ideias originais no nosso cérebro — e descobriram estratégias que qualquer um pode adotar para aperfeiçoar a própria capacidade criativa, mesmo que você se considere desprovido desse traquejo.

    O que se pode chamar de estudo científico da criatividade começou só na década de 1950, quando o psicólogo americano J. P. Guilford publicou as bases desse campo de pesquisa. Ele se interessou em responder uma pergunta essencial: de onde vêm as ideias criativas?

    Para isso, Guilford propôs que o raciocínio humano se divide em dois tipos: o convergente e o divergente. Ambos podem ser usados para resolver problemas ou chegar a conclusões após uma análise, mas funcionam de maneira bem diferentes.

    O pensamento convergente é aquele que busca uma única solução para um impasse específico. Ele segue uma ordem estruturada, avançando e refinando uma mesma ideia em vez de experimentar várias resoluções diferentes. Pense, por exemplo, numa questão de uma prova de matemática. Pode até haver várias maneiras de se chegar ao resultado, mas o mais fácil (e comum) é escolher um único método e seguir com ele até o final.

    Já o pensamento divergente é mais fluido e caótico: ele explora diversas ideias diferentes ao mesmo tempo, muitas vezes misturando as soluções e conectando-as de maneiras pouco óbvias. É o raciocínio típico dos brainstormings, por exemplo. Segundo Guilford, a criatividade é um produto direto da nossa capacidade de pensar de forma divergente. Ao fazer conexões entre coisas aparentemente desconexas, criamos ideias inéditas. Até hoje, essa explicação é a mais aceita pelos cientistas.

    Bruno Carbinatto. Penso, logo crio. In: Revista Superinteressante, jan./2025. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

    O autor do texto argumenta contra a proposta de J. P. Guilford sobre o raciocínio humano.

    Revelar gabarito

    Gabarito: Errado

    Errado. O autor apenas expõe a proposta de Guilford e ainda informa que "essa explicação é a mais aceita pelos cientistas"; não há argumentação contra ela.

  19. Questão 19 · Agente Administrativo PF · CEBRASPE 2025 · Certo ou Errado

    Imaginar é um dom comum a todos os seres humanos — e também uma daquelas características que nos diferenciam dos outros animais, incapazes de atingir esse nível de abstração. Apesar disso, a criatividade parece a muitos de nós algo inacessível, difícil de cultivar, restrita apenas àqueles que já nasceram com aptidões artísticas ou inventivas.

    Isso não é verdade. Nas últimas décadas, a psicologia e a neurociência começaram a desvendar o processo de surgimento de ideias originais no nosso cérebro — e descobriram estratégias que qualquer um pode adotar para aperfeiçoar a própria capacidade criativa, mesmo que você se considere desprovido desse traquejo.

    O que se pode chamar de estudo científico da criatividade começou só na década de 1950, quando o psicólogo americano J. P. Guilford publicou as bases desse campo de pesquisa. Ele se interessou em responder uma pergunta essencial: de onde vêm as ideias criativas?

    Para isso, Guilford propôs que o raciocínio humano se divide em dois tipos: o convergente e o divergente. Ambos podem ser usados para resolver problemas ou chegar a conclusões após uma análise, mas funcionam de maneira bem diferentes.

    O pensamento convergente é aquele que busca uma única solução para um impasse específico. Ele segue uma ordem estruturada, avançando e refinando uma mesma ideia em vez de experimentar várias resoluções diferentes. Pense, por exemplo, numa questão de uma prova de matemática. Pode até haver várias maneiras de se chegar ao resultado, mas o mais fácil (e comum) é escolher um único método e seguir com ele até o final.

    Já o pensamento divergente é mais fluido e caótico: ele explora diversas ideias diferentes ao mesmo tempo, muitas vezes misturando as soluções e conectando-as de maneiras pouco óbvias. É o raciocínio típico dos brainstormings, por exemplo. Segundo Guilford, a criatividade é um produto direto da nossa capacidade de pensar de forma divergente. Ao fazer conexões entre coisas aparentemente desconexas, criamos ideias inéditas. Até hoje, essa explicação é a mais aceita pelos cientistas.

    Bruno Carbinatto. Penso, logo crio. In: Revista Superinteressante, jan./2025. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

    No texto, o pensamento convergente é apresentado como mais complexo para os seres humanos que o divergente.

    Revelar gabarito

    Gabarito: Errado

    Errado. O texto não compara a complexidade dos dois raciocínios para os seres humanos: descreve o convergente como estruturado (uma única solução) e o divergente como "mais fluido e caótico".

  20. Questão 20 · Agente Administrativo PF · CEBRASPE 2025 · Certo ou Errado

    A inteligência artificial (IA) generativa cresce exponencialmente, promovendo benefícios que vão da automatização de processos à geração de insights estratégicos. No entanto, essa expansão também amplia os desafios da segurança cibernética, de modo que se torna essencial a adoção de medidas preventivas.

    A Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP) aponta que os crimes cibernéticos aumentaram 45% no Brasil em 2024. Isso significa que uma em cada quatro pessoas é alvo de golpes. Hackers estão se adaptando e usando IA para criar ataques mais sofisticados e difíceis de identificar.

    Um exemplo de ataque mais sofisticado e difícil de identificar é o que ocorre por meio do uso das deepfakes, tecnologia que se vale da IA para criar imagens e áudios falsos que parecem reais. Segundo a Sumsub, plataforma de verificação de identidade, essa prática cresceu 830% no Brasil entre 2022 e 2023. Trata-se de uma tática para manipular informações, explorar a credibilidade de figuras públicas e induzir fraudes. Não à toa, as imagens de pessoas famosas e celebridades são muito utilizadas por criminosos nessa abordagem.

    Os ataques de phishing também se tornaram mais sofisticados. A consultoria de cibersegurança Redbelt Security estima que mais de 3,5 milhões de brasileiros tenham sido vítimas desse tipo de golpe em 2023.

    O crescimento de dispositivos conectados e da coleta constante de dados sensíveis aponta, mais do que nunca, para a necessidade de uma proteção digital reforçada.

    Internet: <olhardigital.com.br> (com adaptações).

    Segundo o texto, a IA generativa tem crescido de forma exponencial, assim como a adoção de medidas de segurança cibernética.

    Revelar gabarito

    Gabarito: Errado

    Errado. O texto afirma que a IA generativa "cresce exponencialmente" e que essa expansão torna "essencial a adoção de medidas preventivas"; não diz que a adoção de medidas de segurança cresce no mesmo ritmo.

  21. Questão 21 · Agente Administrativo PF · CEBRASPE 2025 · Certo ou Errado

    A inteligência artificial (IA) generativa cresce exponencialmente, promovendo benefícios que vão da automatização de processos à geração de insights estratégicos. No entanto, essa expansão também amplia os desafios da segurança cibernética, de modo que se torna essencial a adoção de medidas preventivas.

    A Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP) aponta que os crimes cibernéticos aumentaram 45% no Brasil em 2024. Isso significa que uma em cada quatro pessoas é alvo de golpes. Hackers estão se adaptando e usando IA para criar ataques mais sofisticados e difíceis de identificar.

    Um exemplo de ataque mais sofisticado e difícil de identificar é o que ocorre por meio do uso das deepfakes, tecnologia que se vale da IA para criar imagens e áudios falsos que parecem reais. Segundo a Sumsub, plataforma de verificação de identidade, essa prática cresceu 830% no Brasil entre 2022 e 2023. Trata-se de uma tática para manipular informações, explorar a credibilidade de figuras públicas e induzir fraudes. Não à toa, as imagens de pessoas famosas e celebridades são muito utilizadas por criminosos nessa abordagem.

    Os ataques de phishing também se tornaram mais sofisticados. A consultoria de cibersegurança Redbelt Security estima que mais de 3,5 milhões de brasileiros tenham sido vítimas desse tipo de golpe em 2023.

    O crescimento de dispositivos conectados e da coleta constante de dados sensíveis aponta, mais do que nunca, para a necessidade de uma proteção digital reforçada.

    Internet: <olhardigital.com.br> (com adaptações).

    Conclui-se do texto que o Brasil lidera o ranking mundial de fraudes cometidas em ambiente virtual baseadas na utilização de imagens de pessoas famosas e celebridades.

    Revelar gabarito

    Gabarito: Errado

    Errado. O texto diz que imagens de famosos "são muito utilizadas por criminosos" e que o uso de deepfakes cresceu 830% no Brasil; não afirma que o Brasil lidera algum ranking mundial de fraudes.

Concurso PRF · Grátis, sem cartão · Tudo do PRO liberado

Resolva no app e acompanhe sua nota

Este conteúdo é o mesmo do app. Lá dentro, o plano do dia diz o que estudar, revisar e resolver, e acompanha a sua nota até a prova.

  • Estatística de acerto por tópico
  • Caderno de erros e revisão espaçada
  • Diagnóstico de erros com IA
  • Simulados no tempo da prova
  • Nota projetada contra o corte

Estude PRF no app

Grátis, sem cartão · Tudo do PRO liberado

Começar grátis