As organizações criminosas brasileiras deixaram de ser grupos locais e passaram a funcionar como verdadeiras empresas, com presença em vários estados e no exterior. Enfrentá-las exige atingir seu dinheiro e sua estrutura de comando, e não apenas prender os integrantes da base.
Introdução
Imagem de 'empresa do crime' que organiza a tese e a estratégia.
Essa expansão começou nos presídios, onde as facções se organizaram e recrutaram integrantes, e ganhou força com o controle das rotas do tráfico de drogas. Hoje, esses grupos atuam em diversas regiões do país e em países vizinhos e infiltram-se na economia legal, usando empresas de fachada para lavar dinheiro.
Desenvolvimento · aspecto 1
Mostra a evolução histórica e o estágio atual da expansão.
Para investigar esses grupos, a Lei 12.850/2013 previu instrumentos específicos. A colaboração premiada permite obter provas de dentro da organização, a ação controlada autoriza retardar a intervenção policial para alcançar os líderes, e a infiltração de agentes e a captação ambiental revelam a estrutura do grupo, sempre com autorização judicial.
Desenvolvimento · aspecto 2
Explica a função de cada instrumento, e não apenas o nomeia.
Além desses instrumentos, é necessária uma estratégia ampla. A integração da inteligência das polícias, incluindo dados das abordagens da PRF nas rodovias, permite mapear rotas e líderes. A asfixia financeira, com rastreamento de lavagem e confisco de bens, enfraquece o grupo, e o controle efetivo dos presídios e a cooperação internacional impedem que ele se reorganize.
Desenvolvimento · aspecto 3
Estratégia em camadas: inteligência, dinheiro, presídios e cooperação.
Em síntese, combater o crime organizado é desarticular uma estrutura empresarial. Com os instrumentos da Lei 12.850/2013, inteligência integrada e foco no patrimônio dos grupos, o Estado pode atingir o centro dessas organizações, e não apenas sua periferia.
Conclusão
Retoma a imagem da introdução e sintetiza os aspectos.