Direito Processual Penal · Concurso PRF, PF

Provas ilícitas e ilícitas por derivação

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Provas ilícitas e ilícitas por derivação
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Resumo: Provas ilícitas e ilícitas por derivação

Essência. Provas obtidas em violação a normas constitucionais ou legais são inadmissíveis (CF, ; CPP, ): devem ser desentranhadas e, preclusa a decisão, inutilizadas por decisão judicial.

  • Prova ilícita: viola norma constitucional ou legal. Ex.: interceptação telefônica sem ordem judicial.
  • Derivadas (frutos da árvore envenenada, § 1º): também inadmissíveis, salvo se não houver nexo de causalidade ou se puderem ser obtidas por fonte independente. Ex.: confissão sob tortura revela onde está a arma → a arma também é ilícita.
    • Fonte independente (§ 2º): a que, por si só, seguindo os trâmites típicos da investigação, chegaria ao fato.
  • Inutilização (§ 3º): após a preclusão do desentranhamento, com faculdade de as partes acompanharem.
  • Prova ilícita a favor do réu: admitida (proporcionalidade). Ex.: gravação clandestina que prova a inocência.
  • : o juiz não pode condenar exclusivamente com elementos do inquérito, ressalvadas provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.

Exceções e distinções. O § 5º (juiz que conheceu a prova ilícita não pode sentenciar), incluído pelo Pacote Anticrime, foi declarado inconstitucional pelo STF (ADIs 6.298 e outras, 2023), embora siga no texto do Planalto com remissão.

Pegadinha Cebraspe. "A prova ilícita deve ser juntada em autos apartados" → errado: desentranhada e inutilizada.

Lembre também: "provas derivadas são sempre inadmissíveis" é erro; ônus da prova de quem alega (); íntegra dos a 157.

Visão geral

Provas obtidas em violação a normas constitucionais ou legais são inadmissíveis e devem ser desentranhadas do processo; depois, inutilizadas por decisão judicial. A ilicitude contamina as provas derivadas (frutos da árvore envenenada), salvo quando não houver nexo causal ou quando puderem ser obtidas por fonte independente.

Exemplos

  • Art. 157: interceptação telefônica sem ordem judicial → prova desentranhada.
  • Art. 157, § 1º: a confissão obtida sob tortura indica onde está a arma → a arma também é ilícita.
  • Art. 157, § 2º: se a arma seria achada de qualquer forma por uma busca já autorizada → fonte independente, a prova vale.
  • Prova a favor do réu: gravação clandestina que prova a inocência é admitida.

Pontos-chave

SituaçãoConsequência
Prova ilícitaInadmissível → desentranhada → inutilizada após a preclusão
Prova derivada com nexo causalTambém inadmissível
Derivada sem nexo causal evidenciadoAdmissível
Fonte independente / descoberta inevitável (§ 2º)Admissível
Prova ilícita a favor do réuAdmitida pela doutrina/jurisprudência (proporcionalidade)

Como o Cebraspe cobra

  • "A prova ilícita deve ser juntada em autos apartados" → errado (deve ser desentranhada e, preclusa a decisão, inutilizada).
  • "Provas derivadas são sempre inadmissíveis" → errado (exceções do § 1º).
  • Detalhe que derruba o item: "apartados" × "desentranhadas"; "sempre"; omitir a fonte independente.

Atualização normativa

  • O § 5º do art. 157 (incluído pela Lei 13.964/2019) consta do texto do Planalto com remissão às ADIs 6.298, 6.299, 6.300 e 6.305 (pacote anticrime). No julgamento de mérito dessas ações (agosto de 2023), o STF, por maioria, declarou inconstitucional o § 5º. Item que afirme, sem ressalva, que o juiz que conheceu a prova ilícita fica impedido de sentenciar deve ser lido com essa decisão em mente.

Revisão rápida

  • Ilícita = viola norma constitucional ou legal.
  • Inadmissível → desentranhar → inutilizar (após preclusão).
  • Derivadas contaminadas, salvo sem nexo ou fonte independente.
    • Fonte independente: seguindo os trâmites típicos, chegaria ao fato por si só.
  • Prova ilícita pro reo: admitida.

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Flashcards de Provas ilícitas e ilícitas por derivação

Tente lembrar antes de virar o card.

  • CPP, : destino da prova declarada inadmissível por ilicitude.

    Revelar resposta

    Deve ser desentranhada do processo (caput); preclusa a decisão, é inutilizada por decisão judicial, facultado às partes acompanhar (§ 3º). Pegadinha: "juntada em autos apartados" → errado.

  • Provas ilícitas por derivação (CPP, , §§ 1º e 2º): regra e exceções.

    Revelar resposta

    São inadmissíveis e devem ser desentranhadas as provas ilícitas e as delas derivadas (teoria dos frutos da árvore envenenada), salvo: (1) quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras; (2) quando as derivadas puderem ser obtidas por fonte independente — a que, "por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova" (§ 2º, conceito próximo da descoberta inevitável). Após a preclusão, a prova é inutilizada por decisão judicial (§ 3º).

  • Interceptação telefônica sem autorização judicial prévia: pode ser convalidada por confirmação posterior?

    Revelar resposta

    Não. A interceptação exige ordem judicial prévia (CF, ; Lei 9.296/1996), sob pena de ser prova ilícita — inadmissível e a ser desentranhada (CPP, ). Confirmação posterior por outras provas não a convalida; as provas lícitas autônomas (sem nexo causal ou de fonte independente) é que podem ser usadas. A teoria dos frutos da árvore envenenada está positivada no (Lei 11.690/2008), com exceções — não é regra absoluta ("sempre nulas" está errado).

Questões de Provas ilícitas e ilícitas por derivação

  1. Questão 1 · PRF · Certo ou Errado

    São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais.

    Revelar gabarito

    Gabarito: Certo

    Certo. CPP, .

Fontes

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